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O Castelo de Beaxbatons era uma ode à perfeição: um verdadeiro palácio! Percorreram o jardim e, depois de baterem à porta, esperaram. Dumbledore havia enviado uma coruja a Madame Olympe Maxime, avisando-a da sua chegada. E foi exactamente Madame Maxime quem lhes de as boas vindas, quando a porta se abriu revelando um esplendor ainda mais soberbo, repleto de beleza magnânima, que reluzia no Hall de entrada do Castelo. Agora que olhava Beaxbatons pela primeira vez, Dumbledore chegava à conclusão que não existiria Directora mais adequada a esta academia de magia, pois o próprio Castelo parecia ter sido erguido inspirado nesta brilhante feiticeira, reconhecida não apenas pelo seu trabalho enquanto directora de Beaxbatons mas também pelos seus enormes poderes mágicos; o seu nome dizia quase tudo, “Olympe” invocava o grande panteão dos Deuses Gregos e “Maxime” invocava a beleza e a grandiosidade. E assim era Beaxbatons, enorme e belo! Quando Madame Maxime se afastou da porta, permitindo-lhes a entrada nos domínios do palácio, o deslumbramento apoderou-se de todos; ficaram perplexos perante tamanha imponência e beleza. Nas paredes do hall, que exibiam cores de tons azuis-claros, finas tiras de talha de ouro desenhavam molduras onde belíssimas pinturas os olhavam com interesse. O chão era de puro mármore. Pelas altas janelas chegavam danças de cores enquanto a luz invadia o cenário, inundando o hall de vida. Tapetes deslumbrantes levavam a vários corredores onde espelhos dourados assumiam mil formas, reflectindo o esplendor. Tudo isto era banhado por um leve cheiro que fundia flores frescas com o salgado mar. Nem parecia um Castelo, pelo menos não como Hogwarts, cuja beleza era também fenomenal, mas de uma forma mais crua. Beaxbatons parecia um fino fresco pintado com cores delicadas em tons de pastel, salpicadas com o cheiro do mar e polvilhadas com a mais pura beleza da magia.
– Venham. Entrrremos então no nosso Palácio; – disse Madame Maxime, pegando no braço do seu amigo de longa data “Dumbly-dorr”! Este mais parecia correr para acompanhar o paço da directora, que tinha sangue de gigante. Seguiram por um dos corredores onde se espalhavam os espelhos que reflectiam as suas silhuetas ora excessivamente gordos, ora incrivelmente altos ou demasiado baixos e magros. De quando em vez apareciam enormes portas de mogno escuro. Talvez a entrada para as salas de aula. O corredor era longo mas, estranhamente, não se viam quaisquer alunos, o que tornava este Castelo muito diferente de Hogwarts, onde a azáfama de alunos se espalhava pelos corredores a todos os momentos. Hermione admirava cada pedaço do castelo, bebendo da fonte da beleza. Enquanto isso Harry e Ron riam baixinho do passo extraordinário de Dumbledore! Finalmente o corredor terminou e entraram numa divisão enorme onde dezenas de escadas se moviam de um lado para o outro, tal como em Hogwarts. Aqui a beleza continuava a imperar, com as escadas construídas em mármore e corrimões ornamentados com motivos preciosos, talhados com extrema perícia ora em tons azuis-claros ora em tons pérola. Não usaram as escadas onde novamente nenhum estudante poderia ser visto. Continuaram a andar em frente, atravessando uma porta que os levaria a uma bizarra sala onde de súbito pareciam cessar as paredes, existindo apenas um tecto de veludo. A ausência de paredes delimitadoras deixava transparecer a natureza quase exótica que provinha de um jardim interior onde diversas cores se misturavam com o azul de um lago banhado pelos raios alaranjados de um magnífico pôr-do-sol. E ali, no jardim, pareciam estar todos os alunos reunidos, as raparigas, de pele clara e cabelo louro vestiam uniformes de seda azul-clara, como eles tinham visto em tempos em Hogwarts. Os rapazes vestiam uniformes de cetim de azul mais profundo. A beleza natural dos alunos e alunas não deixavam o palácio envergonhado, mantendo com ele uma rivalidade saudável.
Entraram no jardim e permitiram que um final de tarde perfeito lhes desse as boas vindas, momentos antes de o sol se esconder, deixando as sombras da noite repousar sobre todos. Um enorme relógio dourado soou oito badaladas, dando o sinal para o jantar. Os alunos olharam-nos, com um interesse que rapidamente se dissolveu. Pareciam ter esperado por algo mais… Abandonaram o jardim e entraram por uma porta que os levou a um corredor similar ao primeiro pelo qual haviam passado. Primeiro seguiram todos os alunos e depois seguiram eles, acompanhando Madame Maxime. Entraram por fim numa sala que equivaleria ao salão nobre de Hogwarts. Era uma enorme sala com três mesas corridas onde os alunos se sentaram aleatoriamente para grande espanto de Harry e Ron que trocaram olhares surpreendidos até que Hermione lhes sussurrou:
– Em Beaxbatons não existem equipas…lembro-me de ter lido isso numa obra que… – o sussurro de Hermione foi cortado pelos sorrisos de Harry, Ron e Dumbledore. Passaram entre duas mesas e dirigiram-se a uma outra mesa, a dos professores, que lhes aparecia no fundo da sala, construída em madeira de freixo antigo, belissimamente encrustada por rubis e esmeraldas que faziam dançar a mescla de vermelho e verde pela sala, onde tornavam ainda mais mágicas as centenas de estátuas de gelo que se espalhavam pela sala. Nas lareiras brilhavam lumes de várias cores. Por trás da magnifica mesa erguiam-se três pinheiros brancos, agigantando-se orgulhosamente à sumptuosidade de uma das mais belas salas que já haviam visitado. À medida que avançavam, logo atrás de Madame Maxime, os alunos levantavam-se e, colocando as mãos atrás das costas, mostravam um inequívoco respeito pela sua directora. Na mesa central vários professores estavam sentados, deixando ao centro cinco lugares desocupados, que lhes eram destinados. No seio da mesa algo brilhava em tons de azul, um azul tão intenso que apenas poderia ser proveniente de algo mágico. Quando alcançaram a mesa os Professores levantaram-se pois era assim que demonstravam respeito pelos convidados. Sentaram-se em cadeiras de cristal. Madame Maxime continuou de pé, bloqueando a vista para a proveniência da luz azul, que parecia ser criada por uma chama. Sensações de saudosismo imergiram nos corações de Harry, Ron, Hermione e até de Dumbledore, como se conhecessem aquela chama. Passaram os olhos pela sala, a vista era maravilhosa: os alunos erguidos, esperando que Madame Maxime tomasse o seu lugar, as paredes eram ornamentadas com janelas de ouro que mostravam uma vista ainda mais preciosa, ora sobre o mar, que assumia tons negros desenhados pelo luar, ora sobre um bosque de altas árvores. As estátuas de gelo reflectiam as danças de cores…sob as mesas estavam deliciosos pratos de fino recorte e de cheiro delicioso. Depois foram devidamente apresentados pela Directora, que usou frases lisonjeiras como “…o maiorrrr feiticeirrrô de todos os tempos, regrrressado de uma viagem pelos limiarres da morrrrte…” e “Harrrry Potterrr, o nosso salvadorr” que fez com que Harry e Dumbledore corassem um pouco. Quando Madame Maxime tomou o seu lugar, descobriu a fonte de tão fenomenal chama:o espanto tomou conta de todos, Harry, Ron, Hermione e Dumbledore trocavam olhares de incredibilidade: estavam na presença do Cálice de Fogo! E isso apenas poderia significar uma coisa, o torneio dos três feiticeiros realizar-se-ia naquele ano em Beaxbatons! E foi então que Albus Dumbledore percebeu o alcance das visões que o tinham assolado quando visitara pela primeira vez a fonte da magia: “uma candeia dourada ardia no interior de um ceptro, banhados em luz azul de uma chama mágica; um espelho incompleto reflectia-os, onde uma entrada em forma de arco se erguia…”. O Cálice de Fogo era uma das chaves da magia…

Na penumbra que se impunha ao fim do dia o silêncio vingava. Ninguém ousava proferir um som. Num momento de pura magia uma esponja lavava alguns pratos, pairando orgulhosamente sobre a lava louças instalada na cozinha da “Toca”. A noite chegou sem que os sons se impusessem ao silêncio. E a escuridão da noite era a desculpa que Ginny precisava para se escapar do ambiente defunto que pairava na família. Subindo as escadas, dois degraus de cada vez, depressa entrou no seu antigo quarto. Deitou-se na cama, sem fechar os olhos e esperou que todos adormecessem. Segurava na mão um colar, em forma de coração. Como não se tinha lembrado disto antes? Perguntava-se, segurando cada vez com mais força no colar. Tinha sido um presente de James : “…um presente para que nunca sinta a tua falta, sem poder logo abraçar-te…” . E Ginny amaldiçoou-se por apenas agora perceber: não era apenas um simples colar, era um botão de transporte! Era meia-noite. Ginny levantou-se e pegou numa mochila que já tinha preparado. Fechou os olhos e respirou fundo. Segurando o colar, murmurou algumas palavras que se perderam no ar. Fechou os olhos e sentiu-se levitar, rodopiando no ar surreal que a apertava, retirando-lhe o ar. A aterragem foi dura, lançando-a ao chão. Abriu os olhos e respirou profundamente. O ambiente nocturno recebia da lua uma luz alaranjada. As rochas agigantavam-se a uma vegetação rasa que balançava no ar frio da noite. Caído perto das rochas estava uma pequena varinha. Ginny pegou-lhe, madeira de abeto com núcleo de sangue de dragão. A varinha do seu filho, James. As lágrimas corriam-lhe no rosto quando o cheiro salgado impregnou a sua alma. Estava perto do mar…o raciocínio corria livremente e rapidamente: Voldemort deveria ter levado James para um esconderijo, um sítio que lhe dissesse algo, que fosse importante…talvez um sítio que já tivesse usado uma vez: a gruta onde o feiticeiro negro tinha escondido o medalhão! Procurou um pouco e encontrou o medalhão de James, um para ela e outro para ele, tinha sido o melhor presente que tinha recebido e agora tal assumia contornos ainda mais verdadeiros…

Continuação…

Perdidos no espaço, no tempo…conseguiam sentir os murmúrios constantes que se impunham ao silêncio. As dores abrandavam; Abriram os olhos ao mesmo tempo, sentiram-se confusos…por momentos não souberam onde estavam, mas depois… “James”… gritaram em conjunto, despertando de dias de agonia em que baloiçaram no limiar da morte. Fazia-se novamente silêncio, Mr e Mrs Weasley estavam lá,. Estavam também Hermione, Ron, Dumbledore e todos os outros. Albus e Rose dormiam no sofá. Uma ténue luz do fim de tarde entrava pela janela da ala de enfermaria. Mrs Weasley abraçou Ginny longamente, chorando. Todos estavam lá, todos menos James! De súbito Albus e Rose acordaram e correram para abraçar demoradamente os seus pais.
– Harry – disse Hermione – Todos lamentamos profundamente o que aconteceu, mas não fomos suficientemente fortes para o evitar. Queremos pedir-te desculpa…
– Não peçam, fizeram o que estava ao vosso alcance. Quanto tempo estivemos assim?
– Três dias.
– Três dias? Harry temos de nos apressar, temos de salvar o nosso filho já. Não há tempo a perder. – Disse Ginny tentando levantar-se, lutando contra as dores acutilantes que ainda lhe percorriam o corpo.
– Sim, temos de partir. – Concordou Harry.
– Não! – A voz de Dumbledore impôs-se de forma absoluta, paralisando os movimentos de Ginny e Harry. – Pensem bem, partir para onde e fazer o quê? – Dito isto, apesar de tentarem, nenhum deles conseguiu encontrar uma resposta, pois de facto não faziam a menor ideia do paradeiro de Voldemort. Então Dumbledore continuou:
– Muito bem. Não podemos perder tempo, nesse ponto têm razão; mas empregar o nosso tempo numa busca incessante e sem informação não nos levará ao nosso objectivo. Pensei muito sobre o que fazer a seguir e conclui que o mais sensato será continuar e seguir o nosso plano inicial; Devemos encontrar os artefactos que nos permitirão entrar na fonte da magia pois só assim teremos alguma hipótese de derrotar Tom Riddle.
– E James? Será suposto deixar-mos o nosso filho morrer? – Questionou furiosamente Ginny.
– Claro que não, mas pensem bem, também Tom planeia encontrar as chaves, assim, mais cedo ou mais tarde, os nossos caminhos cruzar-se-ão. E quando tal acontecer estaremos preparados para o derrotar e salvar James. Ele está mais poderoso agora, nada podemos contra ele sem os artefactos. Teremos de embarcar numa nova demanda ainda hoje! Por isso eu pergunto: quem está disposto a vir?
As respostas não surgiram imediatamente. Harry parecia lutar contra o seu coração, tentando ouvir as palavras da razão. O que Dumbledore acabara de dizer fazia muito mais sentido que partir numa perseguição a Voldemort. Mas o seu coração pedia-lhe que seguisse rumo ao incerto, tentando encontrar o monstro que lhe levara o filho. Ginny olhava assombrada para Harry e o seu olhar transformou-se em repulsa quando ele anuiu a Dumbledore. Seguiriam o plano inicial. Hermione e Ron prontificaram-se a seguir Harry. Ginny estava inconsolável. Com as lágrimas a beijarem-lhe a face disse:
– Eu não irei… – Harry e os outros olharam-na espantados – Ficarei com os nossos filhos. Não posso perdê-los também…
– Mas… – principiou Harry.
– Está decidido! – Gritou Ginny. Harry anuiu de novo. Quando Ginny decidia algo, não havia nada a fazer e ele sabia-o.

Um vulto voou no céu nocturno, despedaçando a luz lunar que abraçava a noite em tons amarelos escuros. Um manto negro cobria-lhe todo o corpo, não permitindo distinguir a sua cara. Levava nos braços o corpo de um miúdo. Voou sobre o mar que lhe foi salpicando o manto, impregnando-o de cheiro salgado. Chegaram a uma gruta quando os primeiros raios de luz atingiam o extenso mar. Entraram e o miúdo acordou. Gritos mudos despertavam-lhe no peito mas nunca se ouviriam pois, com um simples movimento, Lord Voldemort silenciara os lábios de James Potter. O prazer que isso lhe dera foi manifestado com uma gargalhada maléfica. Novo movimento de varinha e sangue irrompeu do braço de James, permitindo-lhes penetrar na gruta. Um lago negro adornava o subsolo. Um barco surgiu, deslizando com eles através dos inferi. E onde outrora descansara um dos Horcruxes, foi deixado James, encarcerado nas trevas do feiticeiro negro…

Uma espada de lâmina mágica, cintilante, com o cabo incrustado de rubis e com a inscrição “Godric Gryffindor” foi guardada, por fim, no saco mágico de Hermione. Tudo estava preparado para a partida. Com um suspiro profundo Hermione deu por concluída a tarefa. Sentia a nostalgia do momento, fora há tanto tempo atrás que enchera aquele saco, e, no entanto, as razões eram quase idênticas: Voldemort! Estavam na “toca”, a casa da família Weasley. Hermione e Ron saíram do quarto e desceram as escadas em direcção à cozinha. Sentados à mesa estavam Mr e Mrs Weasley, Dumbledore e Bill, acompanhado por Fleur Delacour, a sua esposa. Era Fleur quem falava, explicando a Dumbledore a forma de descobrir a escola de magia e feitiçaria de Beaxbatons, uma das escolas mais bem escondidas do mundo mágico. No hall de entrada Harry e Ginny olhavam o relógio mágico da família. Um relógio muito especial, que mostrava os elementos que compunham a família, bem como se encontravam. Os seus olhares repousavam num pequeno ponto do relógio, onde por baixo do nome de James aparecia o aviso “em viagem”. Os miúdos dormiam lá em cima. O ambiente era pesado. A noite ia longa quando Harry beijou os seus filhos e Ron e Hermione fizeram o mesmo com os Rose e Hugo. Reuniram-se em volta de Dumbledore, relaxando um pouco os espíritos antes da grande viagem. Cerrando os olhos, Harry, Ron e Hermione abraçaram uma nova aventura, agora ao lado do seu mestre: Dumbledore. Com um som estridente desapareceram, deixando na “toca” apenas o pó a dançar no ar, no lugar onde até aí tinham permanecido. Ginny voltou as costas e subiu as escadas de forma decidida, havia muito a fazer…

Apareceram num pequeno bosque, perto da orla de uma cidade. O som cortou o ambiente da madrugada fria. O silêncio reinava, sendo apenas quebrado ocasionalmente, quando pequenas gotas de humidade caíam através das folhas da vegetação rasa que os circundava.
– Sigam-me. – disse Dumbledore, enquanto escolhia um caminho que os fez afastar do bosque. Seguiram longamente sem encontrar ninguém até se aproximarem de uma cidade que acordava. Uma placa informativa dizia, em bom Francês, “Bem vindos a Cannes”. A cidade era linda, repleta de espaços verdes onde vários muggles aproveitavam as primeiras horas da manha para fazer jogging. Passaram quase despercebidos com as suas vestes de feiticeiros perante o despertar daquela cidade Francesa. Pairava no ar um cheiro doce proveniente da massa de “Croissants” acabados de sair do forno. Não demoraram muito a encontrar um vasto jardim florido. Dumbledore ia recitando as palavras de Fleur Delacour, “ Dumbly-dorr, não pode cometerrr nenhum errô para acharr o caminho…”; A imitação da pronúncia de Fleur por parte de Dumbledore foi tão hilariante que todos riram durante alguns minutos. Por fim Dumbledore parou. Estavam em frente a uma velha casa de banho muito mal tratada, que contrastava com o ambiente de perfeição que imperava no jardim. A construção parecia tão deslocada que de súbito todos perceberam: não era visível para os muggles! Decidido, Dumbledore entrou e um a um os companheiros imitaram-no. No interior da casa de banho encontraram-se na mais perfeita escuridão.
– “Lumus”. – A luz embateu numa pequena porta que estava semi-aberta. Com determinação Ron abriu a porta por completo e o espanto apoderou-se de si. Saíram todos por fim, entrando num cenário maravilhoso. Um enorme brasão recortado na relva mostrava duas varinhas cruzadas com três estrelas saindo de cada uma delas. O castelo de Beaxbatons aparecia-lhes soberbamente incrustado na mais pura magia de uma manhã de sol dourado; As torres colossais de beleza terna reflectiam-se nas límpidas águas de um mar azul celeste que acompanhava a linha do horizonte. Jardins sumptuosos delimitavam a entrada principal, levando a uma enorme e soberbamente esculpida porta de carvalho escuro. O cheiro adocicado de milhares de flores dançava no ar uma ode de beleza, o seu par era o cheiro salgado de um mar penetrante. O castelo estendia-se por pavilhões cada vez mais belos onde janelas de prata decoravam os dez pisos que pareciam querer tocar o céu. Jardins floridos e vastos campos onde irrompiam bosques e lagos apareciam a sul do mais belo Castelo que algum dia Harry, Ron, Hermione e até Albus Dumbledore tinham admirado…

Primeira parte 4º Capítulo

Por momentos o silêncio imperou e nem os lumes abrigados pelas lareiras do salão ousaram crepitar. O espanto enleou-se no mistério dando por fim origem ao medo. Sim, o medo ribombava em cada espírito, medo do desconhecido…pois poderia Albus Dumbledore ter vencido a morte? Contudo não era só o medo que acompanhava cada segundo de tensão. Enquanto os olhares se fixavam num dos heróis da magia, também a saudade ditava as descompassadas batidas dos corações mágicos. E essa saudade era expressada através das lágrimas que não hesitavam em correr nos rostos de todos os presentes. Lágrimas que corriam também no rosto de Dumbledore, descendo até ao eterno abrigo de pérola fornecido pela sua magnífica barba.
– Muitos de vós ouviram estas palavras noutros dias, mas infelizmente são elas as palavras mais apropriadas para esta ocasião: Grandes mentes cometem grandes erros!
E é por um erro, oh… um infeliz e enorme erro…é devido a esse infortúnio que me encontro aqui perante vós – as palavras de Dumbledore ressoavam pelo salão nobre fazendo eco nos corações dos presentes que não evitavam expressões de espanto. – Contudo, e penso ser essa a maior infelicidade, não tenho ainda a certeza da magnitude desse erro, pois ainda não sei delineá-lo; meus caros, o que tenho para vos dizer poderá abalar muitos de vós pois certamente me abalou a mim…

Se fora o silêncio que precedera a explicação de Dumbledore era também o silêncio que reinava no final das suas palavras. Mas era um silêncio diferente, era frio e cortante onde outrora fora quente e esperançoso, era violento e medonho onde fora espantoso e fantasioso. Mas nem todos os ouvidos foram tocados pelas palavras do mestre; Apesar de ninguém ter reparado ouve quem se tivesse levantado e tivesse saído pelo seu próprio pé, sorrateiro e cuidadoso, apresentando olhos desprovidos de qualquer vontade e movimentos enérgicos, alguém conduzido pela magnânima vontade de outrem. Havia-se escapado sem se fazer notar pois as palavras de Dumbledore haviam sido absorventes, distraindo todos os outros, e assim era também o estado de espírito dos presentes depois de ouvir o que Dumbledore tinha para lhes contar. O medo voltara pois “Aquele que não deve ser Nomeado” voltara! Harry e Ginny olharam para a mesa dos Griffyndor, procurando instintivamente pousar o olhar nos seus filhos. Algo não estava bem, sentiam-no: um aperto no coração, como nunca haviam experimentado! Os seus olhos repousaram em Albus, depois em Lilly…mas não encontrariam o sorriso de James!
– JAMES!!!- gritaram em uníssono… – Todos olharam para eles, assustados. James não estava ali… O som de varinhas a serem desembainhadas tomou conta daa noite enquanto um único pensamento percorria as mentes de todos.
– AH..AH…AH… – Um riso maléfico inundou o mundo, destruindo a esperança. Parecia vir lá de fora; Harry foi o primeiro a reagir, conhecia bem aquele riso. Correu para a porta do salão, sendo desde logo seguido por Ginny, Ron, Hermione e todos os outros. Dumbledore fechou os olhos e empunhou a sua varinha. A porta do salão estremeceu com a força avassaladora que acompanhava Harry. Um frio cortante deu-lhe as boas vindas enquanto uma bruma fantasmagórica lhe toldou a visão. Correu impelido por um pressentimento, que o guiava através do pesadelo de perder um filho. A orla da Floresta Proibida abrigava uma figura de média estatura que envergava um manto negro de capuz profundo. Harry não lhe conseguiu distinguir o rosto mas soube que era ele. Uma nova risada foi lançada no ar em tom de desafio. Foi então que o viu, caído aos pés da figura negra, sem expressão… ali estava James, o seu filho! A figura apontou a varinha em direcção ao chão e uma luz esverdeada rompeu as brumas. Do solo surgiu um pequeno objecto que estivera enterrado, era arredondado, parecia insignificante, uma pequena pedra talvez; O homem encapuçado agarrou o objecto e olhou Harry que subitamente foi atingido por uma violenta dor na cicatriz que o levou a ajoelhar-se… Voldemort olhou-o e lançou feitiços sobre o seu corpo, sucessivamente, com uma expressão demoníaca, louca de raiva, de ódio. O corpo de Harry foi atingido, as roupas desfizeram-se e também os seus gritos de dor encontraram o mesmo destino. O sangue cobria-lhe todo o corpo e deixava já uma poça lodosa no solo molhado. Uma luz vermelha passou por cima dos ombros de Harry, qual relâmpago, que galgou o tempo e o espaço destinado a atingir Voldemort; O feitiço tinha sido lançado pela varinha de Dumbledore! Com um leve movimento de pulso uma luz verde surgiu contra atacando o feitiço; as duas ondas de energia encontraram-se e mediram forças enquanto os dois feiticeiros se digladiavam. Nenhum dos dois parecia ser superior. Mas Dumbledore não estava sozinho e num momento de compaixão e união todos se juntaram conjurando os feitiços que primeiro lhes ocorrera, alguns complexos e poderosos, outros simples e fracos, mas todos eles se juntaram criando um poder enorme que fez tremer a floresta. Num rápido movimento Voldemort ergueu a varinha e James foi elevado do solo, servindo de escudo para tão poderoso feitiço. O tempo pareceu parar enquanto a onda de energia se deslocava em direcção a James. Com um grito agigantado pelo momento Ginny correu para Harry, e, de mãos dadas, os dois colocaram-se à frente do feitiço…com um som colossal e extrema violência o feitiço embateu nos seus corpos, deixando-os prostrados no chão, quase mortos…
– Há, Há; que irónico, a protecção do amor funciona de novo, contudo agora em meu proveito… – E, carregando James, Voldemort voou para lá da Floresta…

Espero que tenham gostado desta primeira parte de um capítulo muito empolgante, é agora que realmente começa a história principal da fan fic, sendo que os capítulos anteriores consistiram basicamente numa introdução! Podem esperar agora muitos desafios e muitas aventuras com cenas intensas… Um obrigado a todos os que tÊm esperado e por vezes desesperado por novos capítulos, espero que continuem a visitar a fic!

Roberto Mendes

Final 3º capitulo…

A excitação atingia agora o pique máximo pois Hogwarts aproximava-se rapidamente. Foi com uma sublime alegria que os alunos trocaram de roupa, vestindo os uniformes da escola. Era sempre um momento especial, pensou Harry, vestir o uniforme era abraçar Hogwarts, “vestir” a magia!
Saíram do comboio, caminharam por um caminho estreito que levava ao lago negro. Uma pequena frota de barcos levou-os até uma gruta que desembocava numas escadas. Subiram as escadas e chegaram a uma porta que se abriu deixando antever um enorme hall de pedra magnificamente polida. Por instantes Harry conseguiu vislumbrar a porta que permitiria entrar no grande salão nobre, iluminada por uma chama inconstante que se consumia com esplendor, oferecendo um jogo de luzes deslumbrante, mas o seu ângulo de visão foi rapidamente bloqueado pela pequena confusão que a entrada no castelo sempre causava, milhares de alunos voltavam a sentir a magia de Hogwarts, o mundo mágico abraçava um dia pleno de glória…mal sabiam eles que o vento não sopra sempre com a mesma intensidade, e que se uma pequena briza trazia esperança, estava ainda um furacão preparado para varrer todos os sorrisos, trazendo no sopro do medo uma noticia que mudaria o mundo. Um murmúrio encantado provinha daquele hall em que todos esperavam, já mais ou menos aconchegados pelo terno ambiente do castelo. De novo se viam os prefeitos gritar instruções para manter a ordem, de novo se viam caras de sorriso mágico, pois poucos sabiam a verdade, apenas eles… Tentando manter um sorriso desenhado no rosto, Harry e os outros sentiam-se deslocados no meio de tantos alunos…tinham no entanto decidido acompanhálos por recearemo pior, era tempo de se protegerem, de proteger a vida dos seus filhos, que amavam acima de tudo. Lentamente a excitação foi abrandando até se chegar a um nível de silêncio quase absoluto. Uma pequena porta foi aberta e dela surgiu a professora Macdonagall, com a sua pose dura, contudo deslumbrante, num misto de ternura e rigidez. Harry sentiu-se transportado no tempo, mergulhando profundamente nas teias da memória: o primeiro dia… Harry ali, esperando pela magica entrada no salão, no que prometia ser um mundo de fantasia…o medo da selecção, sentir Hogwarts pela primeira vez… tinha sido a Professora Macdonagall a recebê-lo; Harry sentiu uma súbita vontade de voltar, de ter onze anos outra vez e poder descobrir a magia pela primeira vez, de passar tardes na relva junto ao lago na companhia de Ron e Hermione, de passar noites na sala comum embevecido pelo calor da chama da amizade. Saudades de aventuras que o esperam a cada momento… A porta do grande salão abriu, despertando Harry do seu transe . O grande salão aparecia deslumbrante, com as suas quatro mesas dispostas em filas, uma para cada casa, onde o ouro dos pratos reluzia em conjunto com a prata dos talheres, milhares de candeias que tombavam no ar faziam dançar a luz voando sobre um céu magnifico, aveludado, que imitava a noite de forma soberba, com estrelas brilhantes que guiavam os espíritos, trazendo esperança! Uma lua branca imperava naquele céu mágico guardando as almas da magia. Nas paredes as bandeiras das casas impregnavam a sala com o perfume das cores: vermelho, dourad, escarlate, verde…sublime! O chão brilhava, sorrindo para a noite. Várias lareiras abrigavam lumes felizes , que falavam com os sonhos ao aquecer o ambiente. Por trás da magnifica mesa de mogno polido e brilhante de tons castanhos serenos, onde se sentavam os professores, estavam colocadas sete magnificas árvores de natal, iluminadas com as cores da ternura e do amor, da paz e da amizade, da compaixão e da esperança. As recordações abatiam-se sobre Harry à medida que ia entrando no salão, deixando-o abismado com a força da magia de Hogwarts, que resplandecia em puro esplendor. Mais algumas mesas tinham sido acrescentadas onde já se encontravam sentados todos os feiticeiros da comunidade mágica. O ambiente era de amizade e festa…mal sabiam eles… Os professores estavam sentados; Harry acenou a Neville e a Hagrid, apresentavam expressões que contrastavam com a da maioria. De pé, por trás do púlpito com uma fénix brilhantemente talhada na madeira, encontrava-se Kingsley, o ministro da magia esperava pacientemente que todos se sentassem. Harry, Ron, Hermione e Ginny encontraram lugares numa mesa junto do púlpito. Um coro entoava canções felizes…quando todos se sentaram a canção cessou e o silêncio imperou; foi Kingsley que rompeu o silêncio:
– Bem vindos, caros feiticeiros e feiticeiras, caros alunos de Hogwarts! Hoje é um dia de respostas…começo por vos pedir desculpas pela forma como as respostas vos foram sonegadas até agora, contudo existem fortes razões que motivaram a formacomo o ministério actuou, como poderão comprovar; Pensei muito sobre como deveria começar. Decidi ser mais sensato começar pelo inicio: a queda do mago negro aqui mesmo neste salão pelas mãos de um jovem feiticeiro que todos conecemos e admiramos – uma salva de palmas sentidas fez-se ouvir e até as estrelas brilharam com mais intensidade, Harry corou ao ver o entusiasmo com que os seus filhos batiam palmas; – Foram dias terríveis, oh sim; dias que apenas a amizade e os laços fortes de amor e compaixão conseguiram atenuar. Mas dias que ultrupassamos, ainda que sem a presença de um dos maiores feiticeiros de todos os tempos: Albus Dumbledore- nova salva de palmas… – Mas o que vocês não sabem é a razão pela qual a magia cessou…porque nos abandonou a nossa maior aliada, a rainha do nosso mundo? Bem, a resposta não é simples…e não serei eu a contar-vos; – Um canto mágico soou no salão, falava de amizade e esperança em dias negros de medo e trevas onde a chama do amor aquecia o coração dos justos. Era uma melodia que todos conheciam mas que há muito não se ouvia. As lágrimas desceram nalguns rostos. Uma Fénix de plumagem vermelha, magnifica, surgiu sobrevoando de forma magistral todos os presentes que, confusos, reconheciam a criatura mágica. A fénix foi pousar no púlpito que Dumbledore costumava usar, Kingsley afastou-se. Uma luz brilhante invadiu a sala, ofuscando todas as estrelas do falso céu, incandeando a lua, levando todos os presentes a fechar os olhos. O barulho de passos fez-se ouvir. O canto atingia notas sublimes…a luz sem calor foi desvanecendo…lentamente todos abriram os olhos e sons de espanto acompanharam gritos assustados: Albus Dumbledore aparecia deslumbrante, com a fénix pousada no ombro, envergando vestes azuis brilhantes e de cara serena, com a sua longa barba cor de pérola descendo pelo corpo. Os óculos de meia lua a cair no nariz, e as mãos levantadas num gesto de amor e saudade. Albus Dumbledore estava vivo e ali, no salão de Hogwarts, no seu salão!

Resposta aos Comentários

Caros leitores:

Os novos capitulos estão a ser desenvolvidos o mais rápidamente possivel apesar de sofrer muito com a escassez de tempo;

Serão capítulos com muito originalidade e que podem surpreender pelo rumo que darão à história; Por isso não desistam de vir ler que eu não desistirei de escrever…

Apareçam no correiodofantastico.wordpress.com que é um projecto que desenvolvo com outros amantes da literatura fantástica e que é já uma referência dentro do seu género;

Caro Francisco: Podes deixar-me o teu e-mail para te poder contactar? Fico contente por gostares da história, gostava de saber mais sobre o que pensas desta fic…

Obrigado a todos!!!

O dia havia acordado em tons de cinzento e um vento frio fazia soar toda a sua força embatendo no comboio como que dois colossais guerreiros travando uma batalha mítica. Harry olhava pela janela: as casas apareciam a correr e desapareciam da sua vista com extrema velocidade. Poucos minutos passaram para que o comboio saísse de Londres e as vistas mudassem para cenários idílicos férteis em campos verdejantes, onde alguns carneiros e algumas vacas pastavam. O sol estava quase a esconder-se para lá das montanhas que apareciam no horizonte. Harry permanecia em silêncio, desligando-se um pouco das vistas que passavam lá fora, passeando os seus olhos de Hermione para Ron, enquanto afagava o cabelo de Ginny, que dormia no seu colo. O comboio fervilhava com a energia de todos os jovens feiticeiros que se dirigiam para Hogwarts, o ruído que provinha das diversas carruagens borbulhava de festividade e energia. O ambiente que dominava o comboio contrastava bastante com o daquela carruagem, ali o cansaço era bem visível e também o saudosismo imperava. O cansaço provinha do colossal trabalho que tinha sido executado em tão curto espaço de tempo. Não demorou muito para que o olhar de Harry encontrasse lá fora uma imagem de montanhas e florestas que se destacavam sob um céu vermelho-púrpura. Não estavam longe. Hogwarts reabriria, seria o último lugar a ser reaberto depois da hercúlea tarefa de mudar de novo todo o ministério e da não menos complexa “operação gringotts” (como tinha ficado conhecida no seio do ministério); Harry revisitava as imagens fortes que todos tinham testemunhado; Mas a maior surpresa estava ainda guardada. Todos os feiticeiros tinham sido convocados para estarem presentes em Hogwarts: uma explicação sobre todos os acontecimentos tinha sido prometida por parte do ministério pois o secretismo ainda reinava na comunidade mágica e os elementos explicativos para todos os acontecimentos que se tinham processado eram escassos. Kingsley, depois de aconselhado por Dumbledore, havia aceite que o melhor a fazer era não revelar de imediato o regresso de Dumbledore tal como tinha concordado que seria de melhor prudência deixar uma explicação sobre o regresso do Voldemort para mais tarde, par quando todos se pudessem reunir e escutar as sérias e duras palavras que necessitavam de ser proferidas. Ron tinha agora adormecido e Hermione encontrava-se completamente absorvida nos seus pensamentos. Harry procurou algo para dizer mas acabou por não encontrar nenhuma palavra. Era estranho viajar de novo naquele comboio, especialmente porque tudo parecia igual, tudo acontecia de novo mas desta vez ele não sentia a felicidade do passado, sentia medo! Muito do que se tinham proposto a alcançar havia sido conseguido. Até lhe custava a acreditar que apenas há uma semana atrás a magia continuava ausente nos limiares de Londres, que Hogwarts e tudo o que conhecia do universo mágico estava completamente vazio, como que morto. Agora quase tudo estava resolvido e uma nova demanda se aproximava. A sua mente recuou alguns dias: o reabrir do edifício branco como a neve que se erguia acima das pequenas lojas da, uma vez mais fervilhante, diagon-alley. De novo voltaram a estar presentes as pequenas figuras usando um uniforme escarlate e dourado que trabalhavam incessantemente atrás de um enorme balcão com capacidade para mais de cem duendes que voltariam agora a analisar pedras preciosas através das suas lupas incrustadas de diamantes, a escrever de forma apressada nos livros de registo ou a contarem moedas de bronze, prata e ouro em balanças de cobre. Harry lembrava-se como se tivesse acontecido apenas alguns dias atrás… tinham chegado a um pequeno bar com um aspecto sujo que surgia apertado entre uma grande livraria do lado direito e uma loja de discos no seu lado esquerdo. Mal sabia Harry que a impressão que tinha de que apenas ele e Hagrid conseguiam ver a entrada para o caldeirão escoante se traduziria na mais pura verdade. Surpresa atrás de surpresa uma parede de tijolos deslizou para lhes dar entrada para a vila mais espectacular que Harry havia visto até ali. Mas as maravilhas sucediam-se e a maior de todas havia sido Gringotts. As suas portas brilhantes de bronze davam entrada para um hall onde duas portas os esperavam. E uma inscrição reluzia com a tremenda força que as palavras certas podem adoptar: “entra estranho, mas tem cuidado; a avidez é um pecado; e os que levam sem querer merecê-lo; um dia terão de perdê-lo; Se buscas, pois, no nosso chão; o tesouro que pertence aos que dão; podes achar, ladrão cuidado; Mais que o tesouro, estás avisado”; Harry nunca esquecera estas palavras, especialmente quando ele, Ron e Hermione planearam e sucederam em “assaltar” Gringotts. Ao ver os duendes de olhar inteligente, rosto moreno e de barba pontiaguda a retirarem o pó que ousou cobrir tão verdadeiras palavras Harry sentiu algo no seu peito. Seria ele agora um mero saudosista? Mas rapidamente afastou esses pensamentos bruscos que lhe assaltavam o espírito e voltou a abraçar a realidade do comboio.